sábado, 14 de novembro de 2015

Enquanto ELA dorme...

...eu vou aproveitar para falar para mundo o quanto ela me faz bem.
Enquanto ela dorme...
... eu quero testemunhar que sou muito mais feliz agora...
Enquanto ela dorme...
...eu percebo que a melhor das viagens pode ser simples como uma visita ao Lago dos Patos, mas se ela esta ao meu lado tudo fica mais bonito, e mais importante.
Enquanto ela dorme...
...percebo que meus planos e metas de futuro são milimetricamente traçados e desenvolvidos para faze-la feliz.
Enquanto ela dorme...
...vejo minha concepção de família mudar e encontro na minha casa meu porto seguro.
Enquanto ela dorme...
...vejo que um mundo que é tão meu e tão grande se tornar um quintal diante da felicidade que nossas conversas me proporcionam.
Enquanto ela dorme...
...percebo que o pedal da minha bicicleta que por tempos foi importante se torna um objeto quando olho para o sorriso dela ao me receber na porta de casa todos os dias.
Enquanto ela dorme...
...entendo que nem sempre podemos ser felizes no casamento, mas que podemos sentir alegria em todas as coisas, inclusive nas perdas.
Enquanto ela dorme...
... vejo que estar certo o tempo todo não é importante, pois se fosse assim balança de peso não ficaria na porta da farmácia e se cobraria uma fortuna para usá-la. Estar certo é só uma questão de ponto de vista.
Enquanto ela dorme...
... o mito do andrógeno faz todo sentido.
Enquanto ela dorme...
...olho para seus cabelos negros entrelaçados ao meu peito e ao seu ar de tranquilidade enquanto ela se arruma para ficar com a cabeça reclinada me fazendo sentir a sensação de ser o homem mais forte do mundo.
Enquanto ela dorme...

...eu planejo mais um ano do lado dela, eu até poderia pensar em fazer outra coisa, ou estar com outra pessoa, mas... 
...enquanto ela dorme eu percebo que não existe no mundo ninguém que me faça tão bem assim só de dormir ao meu lado. 

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Minha homenagem aos meus professores.

Fiz esse video com a contribuição de alguns alunos. Gostaria de expressa o que sinto ao ser professor e minha gratidão a alguns guerreiros que tem acredito em meu trabalho como Coordenador Pedagógico na Escola Estadual Fabio Fanucchi.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Pátria aRmada Brasil. 7 de setembro e o engano da democracia militarizada, 200 anos tentando descobrir o que é a democracia.


Essa semana eu tive a oportunidade de participar de um ato público em comemoração ao 7 de setembro. Na escola em que trabalho, os alunos ensaiaram por meses a Banda Fanfarra e as coreografias das balizas, e prepararam cartazes comemorando a tão emblemática data. Tudo muito bonito, organizado e bem trabalhado. E justamente neste contexto que a cerimônia teve inicio, Hino Nacional, Hino da Independência e o Hino da Cidade. Logo após entraram em cena para discursar o Secretário Municipal da Educação e uma série de outras autoridades.  Mas o que me impressionou foi a homenagem de um jovem de pouco mais de dezoito anos às autoridades presentes, e a apresentação de armas com marcha do Exército, Polícia Militar e a Guarda Municipal. Tudo muito bem organizado e bonito. 
Mas fazendo um paralelo, eu começo a observar que os civis foram os últimos a passarem no cortejo. E então surgiu minha indagação...o que o 7 de setembro representa para nós?
Vamos para o começo da história. Após 1808 (ano da chegada da Corte portuguesa ao Brasil), a maior colônia portuguesa nunca mais foi a mesma. Houve grandes transformações, implantação de faculdades e bancos, abertura de portos e comercio, e um grande desenvolvimento urbano. Tudo isso para adequar o Brasil aos padrões dos nobres europeus que mudaram para cá. Quando D. João resolveu retornar a Portugal, quase que compulsoriamente, ele deixou seu filho D. Pedro no Brasil, que deveria ser o representante da extensão da Corte portuguesa no Brasil. O fato é que D. Pedro, influenciado pela Inglaterra e por um grupo de comerciantes brasileiros e portugueses que tinham interesses no Brasil, resolveu tomar medidas populares aos Brasileiros, e impopulares aos portugueses e a igreja católica. Todo esse processo vai ter seu ponto de explosão no ano de 1822, na viagem de D. Pedro à São Paulo, que apesar de não ter a importância de hoje era um entreposto comercial e rota de passagem para destinos como Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso. O bairro do Ipiranga na cidade de São Paulo não existia, mas o riacho que passava por ali era importante para alguns agricultores que residiam na região, e foi esse riacho que serviu de plano de fundo para o “grito” tão famoso de D. Pedro. Antes desse afamado ato, ele já havia sinalizado no “Dia do Fico” que possivelmente isso poderia acontecer. A independência de Portugal só aconteceu mesmo após 1826, quando os portugueses reconheceram o Brasil como uma nação independente e assim finalizando um processo de independência e iniciando outro de dependência, mas agora de outra nação, a Inglaterra.  

Anos se passaram e ainda somos uma nação que não entendeu o sentido dessa palavra “independência”. Nossa comemoração é marcada por símbolos militares, com armas e salvas de guerra. Pouco avançou no quesito democracia, saímos do julgo português e entramos no julgo da família de Bragança, que perdurou até 1889 e ainda existem pessoas adeptas as ideias de que o sangue vale mais que o direito. Outros transformam essa data em palanque político, do qual só se defende os interesses de uma minoria. Alguns vivem atrasados no tempo, defendendo uma data com viés militarizado, com juras as armas e ideias de combate como forma de patriotismo. O que deveria ser o 7 de setembro? Deveria ser uma data singular, representante de um sentimento de pertencimento de um povo, onde os ideias políticos e as orientações partidárias fossem colocadas de lado. Onde o povo demonstra mais interessado do que o militar, onde as salvas e honras deveriam ser destinadas ao povo e não a autoridades de farda ou representantes de cargos. Temos que reinventar o 7 de setembro e transformar em uma data comemorativa, sem desfiles de carro oficiais,  e sim da sociedade civil!  

D.João VI

Quadro de Pedro Américo feito em 1888, é uma reprodução do "ideal da independência", longe do que realmente aconteceu.  

domingo, 30 de agosto de 2015

"Pastores" sugadores e "ovelhas" em busca de migalhas.




"...amada, sabe o que é (pausa silenciada e cara de dó) estou precisando de um favor...(sorriso falso)."

Quem nunca ouviu alguém falando neste tom? Em nossa vida cristã é comum ouvir pessoas pedindo "favores", o problema é quando esses favores são descaradamente uma forma de conseguir algo e que vem com coerção embutida.
Sei que as palavras iniciais desse texto são duras, pois elas vão de encontro com a falta de caráter e o espirito aproveitador de alguns lideres de nossas igrejas.  Me canso de ver o quanto alguns pastores se aproveitam de sua posição de ministros do evangelho, e em alguns casos de seu carisma, para obter favores da comunidade. Não quero generalizar mas essa prática tem se tornado comum dentro das igrejas pentecostais do Brasil.
Desviam a missão da igreja, se aproveitam daquilo que Deus entregou de graça, pegam carona na prosperidade de outros, são amantes da riqueza alheia e pregam que não é preciso ter, mas sim conhecer quem tenha. Alguns buscam empresários para "financiar" seus ministérios, outros constroem impérios com venda de bugigangas, livros e cd's. Colocam a merce todo e qualquer ensinamento da Palavra, distorcem o que a Bíblia no que diz respeito a honra e lealdade em seu próprio favor, e afirmam que qualquer questionamento disso é uma divisão ou algo fora da visão!
Isso explica o porque temos no Brasil uma igreja fraca. Esse pastores não alimentam as ovelhas, apenas massageiam o ego delas e as fazem acreditar em um evangelho raso, sem fundamentos e dependente deles. Nesse grupo de pessoas estão novos e velhos convertidos que estão acostumados com as migalhas jogadas, com palavras de auto ajuda e com psicologia cristã, buscam nada mais do que distrativo dominical.
Que Deus nos dê graça e que haja arrependimento! Não gosto de falar sobre isso, mas tenho nojo desse tipo de coisa, oro para que Deus traga um tempo novo para nossa nação! Um tempo em que o ego e o ciumes ministerial não caiba no mesmo espaço que a o amor entre os irmãos de Cristo. Um tempo em que pessoas não sejam constrangidas a "doar" e sim que entreguem com amor. Um tempo em que os carros no estacionamento da igreja percam seu valor, que as pessoas que estão dentro do templo não sejam diferenciadas por suas roupas, que a mensagem pregada não seja boa para meu ego e sim que me faça refletir sobre o que eu sou e o que faço enquanto representante do Deus vivo em minha comunidade!
Que Deus tenha misericórdia de nós!

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

5 motivos para ser contra o impeachment


                Apesar de não ter ouvido nenhum som de panela no Jd. Corisco (periferia de São Paulo), percebi que muitos conhecidos postaram orgulhosas defesas prós e contra o “protesto”. Por isso quero registrar motivos para você pensar melhor sobre o assunto.
1 – Esse motivo é regionalizado, ele está destinado a população do Estado de São Paulo. O governo do PSDB conseguiu engavetar diversos processo que demonstravam com claras provas a corrupção em todo o estado. Temos como exemplo o caso do Metrô. Nem por isso houve panelaço contra os governadores tucanos de São Paulo.

2 – Todos nós brasileiros ricos e pobres se beneficiaram em algum momento do crescimento que o país experimentou nos últimos 12 anos. Vale lembrar que enquanto a economia do país crescia não houve nenhum tipo de panelaço, mesmo havendo o mensalão e o julgamento dos  envolvidos não houveram rumores de protestos de massa. Em 2008, enquanto o mundo vivia uma época de recessão nosso país manteve o crescimento do PIB;

3 – O argumento de que os governos PTistas são alienadores e comunistas é a maior balela. Tendo em vista o enriquecimento dos bancos brasileiros podemos perceber que o principio fulcral do comunismo foi desmantelado. Os bancos brasileiros figuram entre os mais ricos do mundo. Afirmar que isso é ser comunista é no mínimo equivocado. Para tirar suas duvidas olhe essa reportagem: http://www.terra.com.br/economia/infograficos/marcas-de-bancos-mais-valiosas/ ;
4 – Crises econômica não deve ser parâmetro para determinar se um governo é bom ou ruim. Governar envolve varias atribuições, entre elas a econômica. Mas determinar a qualidade e eficiência de um governo apenas por essa atribuição não é valido. O mundo passa por um crise econômica. Os EUA estão se recuperando agora do tombo de 2008, a Europa treme todas as vezes que as câmeras da imprensa se voltam para a Grécia e em nosso país a coisa esta tão complicada como no restante do mundo. Estamos em um período de recessão, isso acontece por diversos motivos. Muitas pessoas acham que a economia está ruim por culpa da corrupção da Petrobras. A maior parte dos países emergentes deixaram ou vão deixar de crescer, essa desaceleração aconteceria em qualquer governo.


5 – Eu posso odiar o PT, PSDB e o PMDB, mas a única forma de protesto que eu acredito ser correta é o meu voto. Lutamos durante anos para que tivéssemos novamente direito a voto direto, nesse período enfrentamos ditadores cruéis e sem tato para governar. Não é uma crise que pode estabelecer o impeachment de um governante. A democracia é soberana, porém é frágil. Temos que fugir do achismo e pensar na consequências de nosso voto.  Você pode até não ter votado no PT, mas a presidente do Brasil foi eleita pelo voto do povo e baseada em uma constituição. 

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Dona Zúleide


            Eu sei, parece estranho iniciar esse texto com um “Dona Zúleide”, muitos pensariam que eu deveria chama-la de vó, avó ou vovó. Mas “dona” é a nomenclatura mais carinhosa e preciosa que eu posso usar para ela. Nesta enfática madrugada de domingo para segunda, minha cabeça não para de pensar. O corpo já está recuperado de uma madrugada cheia de debates tristeza e lembrança. O carinho dos amigos que mesmo sem conhecer passaram a madrugada todo me deixando confortável e mesmo dentro de um carro apertado, com sono, fome  e cansaço eles não arredaram o pé, o choro dos parentes e a voz de minha mãe que com toda a sua fragilidade se forte diante de um gigante desafeto que a vida lhe colocou, tudo isso ainda está vivo em meus pensamentos, intrínseco a essa madrugada. O pensamento não para, é como um grito alto, estridente, ecoante em minha mente, porém terrivelmente silencioso.
            Não existe dor na ausência, a ausência por si já dói mais do que a própria dor. Como no ditado que minha avó repetiu diversas vezes: “O que os olhos não vêm o coração não sente”, logo hoje isso faz todo sentido, pois se sentir é dor, mas não ver é ausência. Não fui criado por minha avó, diferente da maioria dos meus primos tive um contato muito reduzido com ela. Morei em Arujá quase toda a minha infância e boa parte da minha adolescência. Dona Zú como eu a chamava, nunca foi de passar a mão na cabeça, mas  sempre tinha uma expressão que me fazia ficar à vontade, um sonoro e longo  “arrraaaaa menino”. Apesar de olhos lindos e um sorriso fácil, o que me chamava atenção eram seus cabelos, lisos, finos e macios, parece que eles pediam para eu bagunça-los. Ainda guardo na memória o sabor e o cheiro do pão do Jaraguá com margarina Qualy, que ela preparava quando eu dormia lá. Aliás dormir na casa da vó sempre foi muito legal, a comida não era rica em diversidade, alias a diversidade pouco importava quando tinha a mesa aquele feijão, famoso, encorpado de cor impar e sabor inigualável. Que minha mãe não leia essa parte, mas o feijão da vó é bem melhor que o dela. Meu pai sempre dizia: “ir ao quintal e não ver a D. Zuleide é como ir a Roma e não ver o papa”. E ele tinha razão, do alto do quintal sentada em sua cadeira de madeira ao lado da porta, ela tinha a visão privilegiada do portão, e de tudo que acontecia. Sabia da peculiaridade de cada filho e da mania chata de cada neto, guardava um carinho especial por cada bisneto. Como uma rainha era venerada por todos e abençoava a todos na entrada e na saída. Nunca me perguntou sobre o que eu tinha comprado ou quanto recebia. Para ela minhas conquistas financeiras e profissionais nunca foram mais importantes do que eu. Quando casei vi um orgulho bom em seus olhos, e ela com um sorriso de menina recebeu um beijo do noivo que precisava de uma pausa em sua marcha ao púlpito. Orgulho esse que dizia de maneira silenciosa muita coisa mas que me passava a ideia de estar aprovado até ali.
            Nordestina, pobre, sofrida, viúva, filha da terra mais linda desse país, lutadora que com amor criou todos os seus filhos. Saudosista como toda baiana, e como todo migrante cheia de histórias que prendiam atenção e davam saudade de um tempo que nunca vivemos. Sempre com o espirito em pé, pronto para a briga, que com os punhos serrados brigou contra a seca, a violência doméstica, a pobreza, contra os dessabores que a vida coloca e o luto, e a dor da perda de filhos e entes queridos. A quem diga que ela perdeu a última briga, mas quem a conhece sabe que ela ainda este presente em cada um de nós, filhos, netos e bisnetos. Inclusive nesse que vôs escreve, do qual não nega sua origem de neto, neto da Dona Zuleide. 

sábado, 14 de março de 2015

Impeachment e a cultura da onda

Enquanto eu aguardava ser atendido para uma consulta de pronto socorro escuto:
- juro esse país está uma droga, temos que tira essa presidente logo...
- é verdade na época dos militares não era assim.
Durante uma conversa informal volta o assunto:
- você viu o quanto roubaram da Petrobras?! Essa mulher é uma bandida!
Ou durante um café:
- você vai ao protesto de domingo ? Não?! Porque ? Ela precisa sair da presidência!
O professor de ética da Universidade de São Paulo, Clóvis, defende que exista um espiral do silêncio, funciona mais ou menos assim: quando um determinado grupo expõem uma opinião contrária ao pensamento de uma minoria ou com força maior que os argumentos levantados a tendência é de que o grupo que não se enquadra em determinado pensamento fique calado. E de maneira que todos aqueles que não pensam como a maioria tendem a se falar diante da impossibilidade de argumentação.
Fiquei calado sobre esse assunto graças a minha preguiça de expor o que penso e rebater o que acho insensato. Mas como se aproxima da data e quero me posicionar peço desculpas aos meus amigos revoltosos e me volto ao tema para pensar e quem sabe entender e me fazer entendido!
Não sou partidário do PT, não votei na Dilma durante as eleições presidenciais de 2014, não sou a favor da corrupção e também estou indignado com esse processo que envolve a nossa maior estatal. Mas diante da campanha encabeçada por políticos duvidosas organizações, como o senador Aécio Neves, tenho que me opor. Derrubar a presidente Dilma seria ferir a democracia frágil e pitoresca que ainda estamos construindo. Seria um grande erro esse ato pelos seguintes motivos:
1- Quem assumiria o cargo de presidente seria seu Vice Michel Temer: Não tenho simpatia nenhuma com esse senhor. Acredito que minha simpatia não deva ser critério avaliativos. Mas como ponto de apoio uso o partido desse senhor. O PMDB é o partido mais oportunista que existe no país, graças a sua formulação de quadros ele consegue se infiltrar e ser argiloso em todas as grandes negociatas entre os poderes. É um câncer que necessita ser combatido! Aproveitadores do sistema político e conservadores da corrupção e compra de cargos.
2- Necessidade de um julgamento: todo e qualquer criminoso merece um julgamento justo e baseado em leis. Para um julgamento de uma presidente seria necessário um número satisfatório de provas, testemunhas e um julgamento cabível. Tirar a presidente da república
sem esses critérios seria como queimar a constituição.
3- Militares não resolveriam nosso problema: umas das soluções apontadas foi a intervenção militar, desculpem os defensores dessa medida, mas não vejo solução mais indecente que essa. Durante 21 anos vivemos sob o comando de presidentes eleitos por militares, censurados, com nossa moral e liberdade usurpada, a economia do país estava quebrada graças aos juros e empréstimos feitos com o FMI, além da inflação exorbitante, de cada mil crianças nascidas morriam mais de cento e vinte antes de completar um ano, as obras faraônicas nunca tinham seu real valor divulgado, os interesses individuais não eram respeitados. Só com essa carta de apresentação já teríamos motivos o suficiente para não aceitar uma intervenção militar como solução.
4- Necessidade de reforma política: o que realmente precisamos para o país não é um impeachment, e sim uma reforma política, de forma que as campanhas e os seus financiamentos sejam regulamentados, que os políticos cumpram com as leis de responsabilidade fiscal e que a democracia seja garantida. Da maneira que está é apenas mais do mesmo, o jogo de poder...
5- Manipulação da mídia: existe por de trás dessa campanha uma grande manipulação dos grandes meios de comunicação do país, onde o objetivo é obscuro e intangível. Precisamos entender a quem esse jogo interessa e assim formularmos nossa opinião.
O nosso problema é que somos sempre adeptos a "cultura da onda". Somos levados sem nem mesmo perceber os motivos ou motivações. Isso acontece a todo instante, é assim no transito, na fila do banco, nos relacionamentos e na politica. A velha máxima que impera no Brasil: "futebol, política e religião não se discute, gera atraso e distúrbios no conceito de política.

Como sempre minha opinião não é maioria, mas deixo aqui para que você possa pensar e questionar também!


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Um Apologista do Séc. II

Justino nasceu na região da Palestina, provavelmente em uma família com um grande poder aquisitivo. Estudou filosofia, retórica, estoicismo e platonismo; e acreditava que a filosofia poderia levá-lo a encontrar Deus. Em um de seus debates filosóficos, Justino encontrou a Jesus Cristo. E é importante ressaltar que ele quebra o paradigma de que encontramos a Cristo sempre pela dor. Ele não tinha necessidade aparente de uma mudança que o encontro com Cristo o traria, porém é perceptível que seu interior era carente de algo a mais e a sua busca filosófica indicava uma necessidade do amor de Deus.
Um sábio polêmico do reino. Isso mesmo, Justino vestia suas túnicas de filósofo, porém continuava em rodas de não cristãos, falava com todos de igual maneira e não perdia a oportunidade de um bom debate. Ele via em debates a oportunidade de levar a mensagem do evangelho de Jesus para os que o ouviam e para quem precisasse, mesmo com seu jeito polêmico era muito bem sucedido em suas investidas. A polêmica era apenas uma ferramenta para levar pessoas ao reino de Cristo. Em tempos que a igreja de Cristo se preocupa apenas com a foto e esquece o momento, polêmicas infantis são frequentes, porém sem o potencial de levar Cristo a outros.
A crença em Deus não pode ser carente de fundamentos, e Justino sabia disso, ele afirmava que razão e cristianismo tramitam pela mesma via. No século II, ele já tinha um pensamento bem desenvolvido: "O Logos é a razão, pré-existente, absoluto e pessoal, e Cristo é sua personificação". Justino foi um homem além de seu tempo, com ele se aprende a usar aquilo que Deus coloca em nossas mãos como ferramentas da vontade divina.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Os Valdenses: defesa da fé cristã e o legado para nossa caminhada na fé!





"Se há um homem honesto, que deseja amar a Deus e reverenciar Jesus Cristo, que não faça calúnia, nem jure, nem minta, nem comete adultério, nem mata, nem rouba, nem se vinga de seus inimigos, eles num instante dizem que ele é um valdense e digno de morte"

Imagine uma igreja íntegra, fundamentada na palavra de Deus, com membros conhecidos por seu caráter irrepreensível, pelo seu amor ao nome de Deus e ao sacrifício de Cristo! Pois bem, esse era o testemunho que os Valdenses apresentaram diante da sociedade medieval. Bem provavelmente você nunca tenha ouvido falar desse povo de Cristo, e assim como para mim, a luta e o legado deixado por esses primitivos na fé e precursores do movimento protestante na Europa deve ter passado despercebido. Não é meu objetivo fazer uma resenha teológica sobre o povo de Piermont, que desafiou papas e exércitos em nome da fé, minha proposta é mostrar alguns legados deixados por esses amados para nossos dias atuais.
A Europa iniciava um processo conhecido como Idade Média ou Idade das Trevas, a religião oficial do império romana se tornara o Cristianismo e assim como em outras religiões todo esforço de manter a integridade do cristianismo católico era justificado. Com o passar dos alguns dogmas e práticas foram comuns a igreja católica. Nesse período algumas práticas pagãs foram introduzidas na igreja,como uma tentativa de aproximação dos povos dominados. Diante disso a comunidade conhecida como “Valdense”, que habitava o norte da Itália divisa com a França, tomam uma postura inédita, resolvem dizer não as práticas antibíblicas da igreja, não reconhecem a autoridade do papa, são contra a ideia de que existiria um purgatório e que os crentes deveriam fazer cruzadas. Também afirmavam que a água benta nada tinha de santa e que as relíquias não passavam de ossos de desconhecidos. Essa postura de um pequeno povo foi à precursora de um movimento conhecido como ‘Reforma Protestante’, porém mais que isso foi a manutenção do que conhecemos como evangelho pleno e simples. Em um mundo em que ser cristãos era ostentação e poder, eles pregavam amor e abdicação do TER e do SER!
Outro ponto de destaque entre os Valdenses é o estudo da palavra de Deus. Não haveria veracidade em seus questionamentos às praticas católicas, se não houvesse base para isso. A igreja católica não permitia livre acesso às escrituras, apenas algumas pessoas tinham acesso, ainda assim de maneira limitada e com a necessidade de um conhecimento prévio de latim. O povo Valdense investia no conhecimento (veja o vídeo relacionado e entenda melhor como eram as escolas teológicas), criava escolas para os jovens. Desta maneira a palavra de Deus era incutida no coração de meninos e meninas que levaram consigo a palavra de Deus, o testemunho de devoção e de combate a
tudo o que não condizia com o cristianismo. Alguns estudos mostram que eles tinham sua própria tradução do novo testamento com volumes pequenos e portáteis.
E a politica? Alguns leigos consideram politica como algo do demônio, e que isso não faz parte da vida em Cristo. Mas o que vemos na bíblia e na vida dos Valdenses é uma conectividade constante entre vida espiritual e politica. Eles se dividiam em distritos e em cada distrito era instituído um pastor, do qual era responsável por cuidar das ovelhas, ministrar, visitar os enfermos e ensinar aos jovens. Parece o básico não é?! Pois bem, mas atualmente existem muitos pastores que estão terceirizando esse contato com os “leigos”, os que realmente dão sentido a sua vocação. Forte isso?! Não, é apenas a verdade. Os Valdenses se reuniam nas montanhas dos Alpes todos os anos para decidir em conjunto as ações tomadas. Os pastores de cada distrito eram convocados, leigos ou ovelhas também e tinham sua palavra garantida na reunião. Não havia patentes ou cargos, muito menos divisões nestas reuniões, a palavra de um leigo valia o mesmo que a de um pastor.
As táticas missionárias desse povo também nos ensina uma grande lição. Todos os jovens aprendiam e decoravam a Bíblia, pois mesmo se não tivessem um exemplar em mãos saberiam muito bem como argumentar sua fé! Os jovens pastores aprendiam com os mais velhos, era um contato direto e por anos eles aprendiam o verdadeiro evangelho. Após essa formação eles eram encorajados a ir para grandes cidades como Lion, Paris, Lombardia e Sorbonne, onde ampliavam seus horizontes e faziam suas primeiras experiências missionárias. Muitos deles eram enviados a reinos vizinhos, não como missionários, mas com outras profissões assim eram bem aceitos entre nobres e plebeus. A palavra de Deus era pregada da mesma maneira por duplas que tinham convicção de sua fé.
Diante disso fica o legado desse povo, mas além do legado fica a inspiração para aceitar os desafios do nosso tempo e permanecer intactos na fé de Cristo nosso Senhor. Durante quatrocentos anos esse povo foi referência em sua sociedade e entre seus inimigos. Mas o maior legado deixado a nós é que não existiu um Valdense, mas sim um povo que amava a Deus mais do que o mundo.

Fontes:
Discernimento Bíblico: http://www.discernimentobiblico.net/A%20HIST%D3RIA%20DOS%20VALDENSES.html

 A Igreja Primitiva:

http://www.aigrejaprimitiva.com/osvaldenses.html


Documentário: “A Reforma Protestante, Resgatando a nossa história – Vol. III”

https://www.youtube.com/watch?v=s5p0acBtM1I

Marco Archer


Sobre o brasileiro morto na Indonésia:
Não penso que a pena de morte seja a melhor solução para crimes desse  porte nem para crime nenhum. Acredito que o Estado já tira nossas vidas de outras formas e a conta gotas, ele não pode ter o direito de tirar dessa maneira. Também penso que se quero ser igual a Cristo não posso me dar ao luxo de acreditar que a pena de morte é a solução, para meus irmãos que duvidam o que Cristo faria olhe João 8. 
Mas ao mesmo tempo penso que a soberania de um país deve ser respeitada e que as leis desse país devem ser soberanas e se sobrepor a qualquer intervenção de lideres de outras nações. Até o momento não li em nenhum local lideres de outras nações fazendo mediações para defender seus cidadães que foram executados no mesmo dia do brasileiro.
Penso também que o problema com drogas não é local e nenhum Estado ou família esta livre de problemas com drogas. Essa batalha deve ser vencida no dia a dia, com educação, conselho, acompanhamento e principalmente amor, logo esse ultimo item não pode ser oferecido pelas duras e frias repartições estatais, diante disso fica a Igreja de Cristo dizer "...onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?
11 Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais...".