segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Reinos e Feudo... Igrejas

Reinos, feudos e igrejas.
           
            Durante um período da história podemos observar que a sociedade ficou divida em vários reinos, e que esses reinos foram divididos territorialmente em núcleos de convivência, em que varias pessoas se relacionavam através de um pacto de fidelidade. Esse pacto de fidelidade tinha inicio com uma cerimonia, o vassalo e suserano se encontravam e juravam obrigações entre si. Não muito diferente dos séculos passados, vivenciamos que algumas pessoas ainda vivem em feudos, ainda vivem sob a ótica das obrigatoriedades. O mais triste disso tudo é perceber que esse sistema não esta recluso apenas a vida social e econômica, mas é perceptível em nossas igrejas. Essa hierarquia em que comandados não são ouvidos e sim mandados, essa formação descontinuada do que é um resquício de evangelho, essa prosperidade instantânea pregada de maneira absurda, essa falta de visão e finalmente esse  aproveitamento de uma mentalidade consumista e individualista, torna a igreja atual mais feudal e atrasada a cada dia. 
            Ou vivemos por viver, ou escolhemos algo em que defenderemos. Mesmo que essa defesa nos leve a morte. Diante desse desafio muita gente dentro da igreja tem escolhido apenas a primeira opção, descartando todo e qualquer momento de renovação. Somos constrangidos quando questionamos algo que fuja dos padrões feudais. Infelizmente a igreja se torna mais um feudo que um reino. Como? A quanto tempo não vemos uma expressão dos cristãos? Qual a voz de nosso povo hoje no mundo, ou no Brasil? Na sua cidade, quem pode ser considerado um defensor dos princípios cristãos? Viu só?! Carecemos de referencias, e aqueles que poderiam ser as referencias estão mais preocupados em manter seu feudo cheio de servos do que em pregar sobre o amor de Cristo a filhos. 

            Gostamos muito de falar sobre os reformadores, mas esquecemos de que a reforma teve fim quando eles acreditaram que haviam chegado ao modelo ideal. Nossa reforma deve ser contínua, ampla e inclusiva! O REINO é de Cristo e não podemos acreditar que somos servos, somos filhos! Um servo apenas mantém a terra, o filho cuida. Um servo não é dono do que produz, um filho sabe exatamente quais são os benefícios de pai. Um servo não esta ligado ao reino, ele pertence apenas ao seu senhor que é dono de uma pequena parcela do reino, o filho é parte integrante do reino, tem o DNA do Rei e ainda é o representante do mesmo em qualquer lugar. Nós entramos na igreja e adoramos, desenvolvemos algumas atividades e até somos tocados com as palavras, mas ainda estamos na condição de servos. Não entendemos que ser filho não é condicionante e sim integral! Ainda estamos ligados a senhores feudais e esquecemo-nos do Rei dos reis. Concluo com as palavras daquele que nos transformou em filhos: “Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu;”- Mateus 6:10. 



quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Carol...




Talvez um nome não mude uma pessoa, mas mudar um nome pode mudar uma história, ou pelo menos pode significar uma mudança. Entendeu? Pois eu explico. Tempos atrás eu em uma reunião conheci a mulher de minha vida.
            Parece meio forçado dizer “ela é a mulher de minha vida”, diante dessa frase existem diversas implicações. A primeira de todas as implicações é que eu ainda não sabia que ela seria responsável por meu sorriso matinal. Também parece estranho  quando pesamos que as pessoas banalizaram essa frase, classificando qualquer pessoa ao titulo de grande importância. Outra implicação é que as pessoas desconhecem nossa história, e como diz o ditado de boteco “os outros olham as pingas que eu tomo, mas não sabem dos tombos que levo”, levamos muitos tombos juntos, mas em todos eles, ela estava ao meu lado, contrariando a regra da conveniência.
 Pois bem passamos bons momentos e com o namoro veio o desejo de estarmos mais próximos. É justamente ai que percebemos se é ou não para casar. Apesar do encanto do namoro é ali que percebemos alguns defeitos, que em meu ponto de vista são os maiores. São defeitos que não conseguimos esconder, defeitos que apesar de toda a beleza e perfeição do outro percebemos. Pois é... ela tem defeitos, mas apesar de todos eles percebi que eu também tenho grandes defeitos e que em mim houve um sentimento estranho, não foi uma tentativa de superar esses defeitos e sim uma vontade de conviver, mesmo que os defeitos fossem grandes. Que alivio eu tive quando percebi que a mesma atitude foi tomada por ela!

            Muitas vezes me perguntaram “porque você vai casar?” em alguns momentos (dependendo de quem perguntava) a resposta era automática: “porque eu a amo!” mas em outros eu pensava. Hoje estou casado e tenho certeza que apesar de meu esforça para apresentar motivos validos justificando meu casamento eu não sabia que em menos de um mês ela iria me oferecer muito mais motivos. Agora estamos na fase de ouvir “no começo é tudo lindo, tudo maravilhoso... quero ver daqui a alguns anos” pois bem para eles eu apenas espero que vivam e vejam minha felicidade, não com um sentimento de vingança ou coisa do tipo mas com fé que meu casamento será maravilhoso pois sei que eu fiz a melhor escolha de minha vida! Que nosso amor seja como uma arvore que quando pequena não tenha imponência ou forma, mas com o passar do tempo ele vai crescer, ficar lindo, forte, dar frutos, frescor e sombra para aqueles que quiserem se aproximar. Agradeço a Deus por isso! Eu te amo ...Srª Gomes.