terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Um Apologista do Séc. II

Justino nasceu na região da Palestina, provavelmente em uma família com um grande poder aquisitivo. Estudou filosofia, retórica, estoicismo e platonismo; e acreditava que a filosofia poderia levá-lo a encontrar Deus. Em um de seus debates filosóficos, Justino encontrou a Jesus Cristo. E é importante ressaltar que ele quebra o paradigma de que encontramos a Cristo sempre pela dor. Ele não tinha necessidade aparente de uma mudança que o encontro com Cristo o traria, porém é perceptível que seu interior era carente de algo a mais e a sua busca filosófica indicava uma necessidade do amor de Deus.
Um sábio polêmico do reino. Isso mesmo, Justino vestia suas túnicas de filósofo, porém continuava em rodas de não cristãos, falava com todos de igual maneira e não perdia a oportunidade de um bom debate. Ele via em debates a oportunidade de levar a mensagem do evangelho de Jesus para os que o ouviam e para quem precisasse, mesmo com seu jeito polêmico era muito bem sucedido em suas investidas. A polêmica era apenas uma ferramenta para levar pessoas ao reino de Cristo. Em tempos que a igreja de Cristo se preocupa apenas com a foto e esquece o momento, polêmicas infantis são frequentes, porém sem o potencial de levar Cristo a outros.
A crença em Deus não pode ser carente de fundamentos, e Justino sabia disso, ele afirmava que razão e cristianismo tramitam pela mesma via. No século II, ele já tinha um pensamento bem desenvolvido: "O Logos é a razão, pré-existente, absoluto e pessoal, e Cristo é sua personificação". Justino foi um homem além de seu tempo, com ele se aprende a usar aquilo que Deus coloca em nossas mãos como ferramentas da vontade divina.

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