Reinos, feudos e igrejas.
Durante um
período da história podemos observar que a sociedade ficou divida em vários
reinos, e que esses reinos foram divididos territorialmente em núcleos de
convivência, em que varias pessoas se relacionavam através de um pacto de
fidelidade. Esse pacto de fidelidade tinha inicio com uma cerimonia, o vassalo
e suserano se encontravam e juravam obrigações entre si. Não muito diferente dos
séculos passados, vivenciamos que algumas pessoas ainda vivem em feudos, ainda
vivem sob a ótica das obrigatoriedades. O mais triste disso tudo é perceber que
esse sistema não esta recluso apenas a vida social e econômica, mas é
perceptível em nossas igrejas. Essa hierarquia em que comandados não são
ouvidos e sim mandados, essa formação descontinuada do que é um resquício de
evangelho, essa prosperidade instantânea pregada de maneira absurda, essa falta
de visão e finalmente esse aproveitamento de uma mentalidade consumista e
individualista, torna a igreja atual mais feudal e atrasada a cada dia.
Ou vivemos
por viver, ou escolhemos algo em que defenderemos. Mesmo que essa defesa nos
leve a morte. Diante desse desafio muita gente dentro da igreja tem escolhido
apenas a primeira opção, descartando todo e qualquer momento de renovação.
Somos constrangidos quando questionamos algo que fuja dos padrões feudais.
Infelizmente a igreja se torna mais um feudo que um reino. Como? A quanto tempo
não vemos uma expressão dos cristãos? Qual a voz de nosso povo hoje no mundo, ou
no Brasil? Na sua cidade, quem pode ser considerado um defensor dos princípios
cristãos? Viu só?! Carecemos de referencias, e aqueles que poderiam ser as
referencias estão mais preocupados em manter seu feudo cheio de servos do que
em pregar sobre o amor de Cristo a filhos.
Gostamos
muito de falar sobre os reformadores, mas esquecemos de que a reforma teve fim
quando eles acreditaram que haviam chegado ao modelo ideal. Nossa reforma deve
ser contínua, ampla e inclusiva! O REINO é de Cristo e não podemos acreditar
que somos servos, somos filhos! Um servo apenas mantém a terra, o filho cuida. Um
servo não é dono do que produz, um filho sabe exatamente quais são os benefícios
de pai. Um servo não esta ligado ao reino, ele pertence apenas ao seu senhor
que é dono de uma pequena parcela do reino, o filho é parte integrante do
reino, tem o DNA do Rei e ainda é o representante do mesmo em qualquer lugar. Nós
entramos na igreja e adoramos, desenvolvemos algumas atividades e até somos
tocados com as palavras, mas ainda estamos na condição de servos. Não
entendemos que ser filho não é condicionante e sim integral! Ainda estamos
ligados a senhores feudais e esquecemo-nos do Rei dos reis. Concluo com as
palavras daquele que nos transformou em filhos: “Venha o teu reino, seja feita
a tua vontade, assim na terra como no céu;”- Mateus 6:10.

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